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O futuro já começou

2 de maio de 2017

Por Ana Karla Cantarelli*

Historicamente, a área de Recursos Humanos tem sido permeada por desafios que vão se refazendo ao longo dos anos, num modelo que tem buscado atender às demandas organizacionais e às necessidades dos trabalhadores. Já teve seu foco direcionado exclusivamente para controlar acessos, presenças, ausências, horas extras, férias, além de realizar pagamento do salário e das contribuições obrigatórias. A evolução pediu perfis que fossem além: recrutassem, selecionassem, capacitassem, remunerassem, adequassem pessoas para atenderem aos tempos mais modernos.

Nos últimos anos, tem-se entendido a área de Gestão de Pessoas como business partner (parceiro do negócio). A área que pensa sistemicamente, que cria estratégias para ter os melhores talentos, planeja formas de engajar as pessoas no modelo organizacional, que estrutura programas de desenvolvimento a fim de que pessoas atendam aos objetivos organizacionais, que executa processos complexos, que aplica pesquisas para validar ações, que avalia e gere desempenho em busca de remissão de gaps, e que apoia a gestão em tomada de decisões que estão alinhadas ao negócio organizacional.

Aparentemente, tinha-se encontrado o modelo de atuação adequado. Ledo engano!

Num mundo em que quatro gerações conviverão no mesmo ambiente dividindo experiências; onde negócios serão realizados de maneira (realmente) sustentável; onde ser será definitivamente mais que ter; onde o conhecimento será disruptivo e personalizado; onde acesso a informação será (concretamente) para todos; onde empreender será palavra de maior atenção na economia… não haverá opção senão olhar para este momento com a profunda reflexão do quanto se está preparado para isso.

Inteligência artificial, design thinking, internet das coisas, impressão em 3D, tecnologia de ponta, inovação cotidiana, coworking, práticas colaborativas, heutagogia são apenas alguns dos desafios.

O futuro chegou e com ele os desafios de, mais uma vez, reinventar. Qual é o desafio do momento? Antecipar o futuro com o dinamismo que está mudando uma época. Não será mais possível continuar nos modelos vigentes. Por um único motivo: ele não atende mais ao que as pessoas desejam, as organizações precisam e o mundo pede. Agora a atuação da área de gestão de pessoas (até quando será chamada assim?) precisa ser direcionada para o futuro. O olhar, o pensar e o agir é adiante, bem mais adiante…

Bem-vindo ao futuro. Ele já começou!

 

*Ana Karla Cantarelli é presidente da ABRH-PE

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