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Você é um empreendedor educacional?

2 de fevereiro de 2017

Luiz Augusto Costa Leite*

Educação é um valor defendido por todos.   No Brasil, então, parece que não teríamos grandes problemas se o sistema educacional funcionasse.  Em nosso campo de trabalho, as organizações, vivemos às voltas com a falta de talentos e com a parcimônia das competências necessárias ao cumprimento dos objetivos.  Paradoxalmente, quando a crise chega…

Se a educação é uma questão de consciência, que paradigmas deveriam nortear as ações profissionais a partir (e muito além) dos mecanismos que as estruturas organizacionais nos colocam à disposição?

O que parece estar faltando é a conexão de todas as tecnicalidades ferramentais com o contexto socioeconômico e condição humana, seu engenho e arte.  A revisão de alguns paradigmas por todos os que convivem nas organizações poderia fazer-nos repensar a importância em transformar um valor em prática.

Paradigmas da educação para resultados: 

• Educar é um dever individual inalienável

O profissional precisa assumir a responsabilidade educacional independente de sua posição e de a organização criar aparatos facilitadores, como cursos e correlatos. Em todos os momentos há oportunidades de ensinar e aprender.

• Quem ensina, aprende.

Há um círculo virtuoso: quanto mais o profissional se engaja, mais aprende e aumenta o retorno em seu capital educacional. É bom para todos.

• Educar é uma competência essencial

A pessoa, ao produzir comportamentos, reflete suas próprias capacidades, isto é, seu poder de praticar virtudes. Isso não tem hora nem lugar. É parte intrínseca das abordagens de trabalho.

• Só se educa para mudar

A transformação é a essência da educação. Quando alguém ensina algo a outrem está movimentando mecanismos de mudança, desde o nível individual até a organização total.

• O diálogo gera produtividade, não a transferência do conhecimento.

O processo dialógico, que reconhece e incorpora a diversidade criadora, traz a riqueza da contribuição do outro e leva a resultados superiores.

• Todos são líderes na iniciativa de educar.

Em qualquer situação de trabalho, nas relações em todos os sentidos, no interior e com os parceiros externos, qualquer um pode liderar no processo ensino-aprendizagem. Trata-se de um processo ahieráquico.

• Um problema que merece intervenção educacional deve ser visto em perspectiva multidimensional.

Não basta agir sobre o texto de uma circunstância; sempre há um contexto que o condiciona e a ação educacional deve contemplar as intersecções entre a parte e o todo.

• A capacidade de aprender está associada à possibilidade de realizar.

Ninguém aprende para o vazio. É um direito de o aprendiz colocar em prática o que aprende, em execução de tarefas e ampliação de seu escopo humano.

• Uma cultura organizacional com base em educação sabe melhor como agir em momentos de crise econômica.

A competência das pessoas em adotar os comportamentos necessários em momentos de crise é diretamente proporcional ao capital investido em educação de seus quadros.

• Em nosso país, com imensa disparidade social e econômica, as organizações se legitimam quando privilegiam o desenvolvimento das pessoas.

Não existe aumento de produtividade sem o correspondente em crescimento humano, pois é no trabalho que as pessoas crescem, se relacionam com padrões, garantem sua subsistência e produzem riquezas materiais e existenciais. A educação é a mola mestra da convivência produtiva.

A educação nas organizações é uma parceria onde todos estão naturalmente envolvidos.  Os principais líderes, por sua capacidade de influenciar resultados, têm um papel diferenciador, de aproveitar as oportunidades presentes e futuras e gerar resultados. Ora, se deve ser empreendedor em seus negócios, por que não também em educação, que é a geradora do pensamento criativo e ativadora da sinergia na organização?

*Luiz Augusto Costa Leite é sócio-diretor da Change Consultoria de Organização

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